Nonato Luiz

Biografia Nonato Luiz

Nonato Luiz começou a tocar com a idade de quatro anos. Aos 15 anos Nonato já era o segundo violinista da Orquestra Sinfônica de Fortaleza. Durante esse tempo, misturando música popular e clássica, Nonato optou pelo violão como seu instrumento principal de trabalho.

Em 1975, já um compositor, Nonato Luiz ganhou o seu primeiro prêmio em um concurso de violão na TV Tupi, em São Paulo.

Em 1978, participou do LP “1º Festival Violão de Ouro” (SOM LIVRE) com duas peças de sua autoria, “Micheline” e “Allegro Concertante”. O Festival foi promovido pelo Augusto César Vanucci (diretor artístico da TV Globo) na Sala Cecília Meireles (Rio de Janeiro).

Linha do tempo

1980

Em 1980, Nonato Luiz gravou seu primeiro álbum, “Terra” (CBS – Atual SONY MUSIC), que incluiu participações de Bimba, João Donato e Raimundo Fagner que apresenta o disco definindo Nonato Luiz como “o maior virtuose que já viu com um violão na mão.”

Em 1982, Ele gravou ao vivo o álbum “Diálogo” (CBS –Atual SONY MUSIC) com o guitarrista flamenco Pedro Soler. No ano seguinte, ele gravou e participou de uma homenagem a Pablo Picasso com Mercedes Sosa, Paco de Lucia, Rafael Alberti e Raimundo Fagner.

Em 1984, Nonato Luiz gravou o disco “Johannesburg” (SABC), na África do Sul. No ano seguinte, ele se apresentou na Itália, França e Áustria, tocando pela primeira vez, no histórico teatro Mozarteum em Salzburg. Durante este período, ele gravou o álbum “Violão Brasileiro” (GRUPO ESTUB) e posteriormente o “Guitarra Brasileira” (HARMONIA MUNDI DISTRIBUTION), enquanto estava em Paris, que consiste em suas próprias composições. Após seu retorno ao Brasil, Nonato participou de discos e shows com Chico Buarque, Raimundo Fagner, Nara Leão e Luiz Gonzaga.

Em 1988, Nonato Luiz lançou o álbum “Fé Cega” (SBK SONGS), uma homenagem ao grande compositor brasileiro Milton Nascimento. Este trabalho foi muito importante em sua carreira.

Em 1991, o álbum ganhou mais faixas e foi lançado em CD pela Caju Music, com o novo título de “Milton Nascimento by Nonato Luiz” (CAJU MUSIC).

Em 1989, Nonato voltou para a Europa, onde realizou performances na Áustria, Itália, França e Alemanha, e confirmou seu crescente prestígio internacional. Neste ano também lança “Mosaico” (BRAZILIAN TOUCH RECORDS) disco patrocinado pela empresa alemã OTTO, do empresário Ulrich Otto, que fez a produção executiva.

1990

1990, sai uma edição francesa, em CD, do álbum Guitarra Brasileira chamada “Guitare” (A-SOUND VERLAG), lançado anteriormente em LP em 1987, em Deisenhofen, na Alemanha. Comercializado exclusivamente na Europa.

1991, Nonato gravou o álbum “Gosto de Brasil” (CAJU MUSIC) com o percussionista Djalma Corrêa e o baixista Luiz Alves. Foi um ano movimentado, durante o qual Nonato embarcou em outra turnê europeia, na Áustria, Suíça, Itália e Alemanha, e gravou o disco “Retrato do Brasil” (BRAZILIAN TOUCH RECORDS), que recebeu distribuição mundial pelo selo Otto.

Ele também fez shows na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, realizou uma turnê pelo Brasil com Raimundo Fagner, e uma turnê solo pelo norte e nordeste do Brasil. Além disso, Nonato lançou o álbum “Carioca” (CAJU MUSIC) com o pianista Túlio Mourão e fez uma performance aclamada no Free Jazz Festival.

Em 1992, depois de sua turnê europeia habitual, Nonato Luiz realizou uma série de concertos patrocinada pela UNESCO no Salle de Cinéma, em Paris, onde também gravou “Terra à Vista”, que foi o tema oficial da ECO 92. No ano seguinte, Nonato visitou em turnê cinco países europeus: Alemanha, Áustria, Itália, Suíça e Espanha.

Em 1993, lança o álbum “Reflexões Nordestinas” (BRAZILIAN TOUCH RECORDS) exclusivamente na Alemanha, no mesmo ano relança no Brasil, mas sendo produzido em quantidade limitada, especialmente para a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. Quatro anos mais tarde é relançado pela segunda vez no Brasil, em edição ampliada com cinco músicas inéditas. Este disco marcou o lançamento do Projeto Memória 107, da Rádio Universitária FM, de Fortaleza (CE).

Em 1994, em homenagem ao maior ícone da música brasileira nordestina, Nonato Luiz lançou o CD chamado “Nonato Luiz Interpreta Luiz Gonzaga” (BMG) com produção de Raimundo Fagner e Robertinho de Recife.

Em 1996, Nonato lançou um dos álbuns mais aclamados de sua carreira, “Violão em Serenata” (CID).
No mesmo ano grava o disco “Nave do Futuro” (LUZ DO SOL PRODUÇÕES) com o percussionista cearense Alex Holanda, com um repertório eclético de diversos autores e estilos diversos.

Também faz um disco com Manassés e Waldonys chamado “Filhos do Solo” (LUZ DO SOL PRODUÇÕES), gravado no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE), com uma formação em trio, sendo um violão, uma viola e uma sanfona. O espetáculo foi também apresentado em Nova York.

Em 1999, continuando seu trabalho de preservação e estudo de ritmos brasileiros, Nonato Luiz lançou um disco dedicado ao choro. Intitulado “O Choro da Madeira” (CPC-UMES), esse trabalho mostra o virtuosismo de Nonato ao violão.

Relança no Brasil dois discos importantes de sua discografia: “Retrato do Brasil” (LETRA E MÚSICA) e Mosaico (KUARUP), com edição ampliada e músicas inéditas.

Nesse mesmo ano é lançada uma coletânea organizada pela gravadora KUARUP, incluindo, além de Nonato Luiz, outros ícones do violão brasileiro, como Baden Powell, Rafael Rabello, Henrique Annes e Canhoto da Paraíba.

No final da década de 90, o artista revelou uma nova faceta do seu espectro musical, lançando um tributo a maior banda de rock de todos os tempos: “Nonato Luiz Toca The Beatles” (KUARUP).

2000

Em 2000, grava um disco com o compositor carioca Abel Silva denominado “Baú de Brinquedos” (INDEPENDENTE). O violão do Nonato Luiz com a voz de Abel resultou num trabalho de rara qualidade artística.

São canções compostas durante os muito encontros dos dois artistas. O Encontro dos dois foi promovido por Fausto Nilo e Raimundo Fagner.

No mesmo ano lança “Palavra Nordestina” (INDEPENDENTE), um disco de repertório nordestino, interpretado pelo Nonato Luiz ao violão e a voz de Fernando Rocha. Uma revisão do cantar e sentir nordestinos, com uma música exuberante, frenética e diversa.

Em 2001, Nonato Luiz lança o álbum “Ceará” (LETRA E MÚSICA), aonde gravou músicas de 18 compositores cearenses, compostas no Século XX, interpretadas por ele, com arranjos para o violão solo. O disco compõe projeto patrocinado pela Lei Rouanet.

Em 2003, lança o disco “Canções” (MODO MAIOR), disco este de músicas de Nonato Luiz, com letras de consagrados autores brasileiros, interpretadas por artistas diversos, como: Belchior, Ednardo, Geraldo Azevedo entre outros. O disco foi gravado em Fortaleza, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Ceará (Lei Jereissati).

Nesse mesmo ano Nonato Luiz e Fernando Rocha estão de volta, agora no espaço elegante do Mistura Fina, uma das casas mais consistentes da noite carioca para gravarem o disco “Nordeste Ao Vivo no Mistura Fina” (INDEPENDENTE).

Cercados de aplausos calorosos, Fernando e Nonato reafirmam uma colaboração artística enriquecedora para ambos – e sobretudo para aqueles que admiram a vitalidade da música brasileira.

Em 2004, Nonato Luiz lança o álbum “Baião Erudito” (INDEPENDENTE), uma homenagem ao compositor cearense Humberto Teixeira e seu principal parceiro, o pernambucano Luiz Gonzaga. Nonato em seu violão solo, passeia pelo cancioneiro da dupla de compositores que eternizou o ritmo baião, colocando a cor erudita nas formas musicais nordestinas.

Grava também o disco “Choro em Sonata” (LETRA E MÚSICA) com 16 choros de sua autoria, sendo 11 gravações inéditas mais cinco músicas que foram retiradas do disco O Choro da Madeira, lançado no final da década de 90.

Nesse mesmo ano lança o álbum “Nonato Luiz e Antônio José Forte” (INDEPENDENTE), os dois artistas apresentam peças próprias e de autores brasileiros consagrados, Ary Barroso, Lamartine Babo, Vicente Celestino e Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, em releituras livres.

A sintonia entre as cordas do violão e as teclas do piano resultam numa obra singular, com realce para a livre criação dos dois instrumentistas. Um disco onde a brasilidade é o ponto alto das performances musicais.

Em 2005, Nonato foi convidado pelo “Instituto de Música Brasileira na Universidade da Flórida” para ministrar uma oficina e realizar um concerto. No mesmo ano, ele também representou o Brasil no “Ano do Brasil na França”. No ano seguinte, Nonato foi palestrante e intérprete no “II Festival Nacional de Violão em Teresina”, capital do Estado do Piauí no nordeste do Brasil.

Em 2006, Nonato Luiz foi homenageado com a Medalha da Abolição, concedida pelo então governador do Estado do Ceará, Lúcio Alcântara. Em 2007, Nonato Luiz representou o Brasil em dois festivais de virtuoses da guitarra, realizada na França e na Coréia do Sul.

Em 2008, ele participou do nono “Festival de Jazz & Blues” em Guaramiranga, Ceará. Nonato também participou como concertista, membro do júri, e palestrante no quarto “Festival Nacional de Violão do Piauí”.

Em abril desse ano, tocou no Europark Oval, em Salzburgo, na Áustria.

Em 2009, o violonista entrou por duas vezes em estúdio, gravando dois discos em duo.

As parcerias foram com Túlio Mourão, no disco “Mangabeira” (JAZZMINEIRO), e com o acordeonista Adelson Viana no álbum intitulado “Dobrado” (VILA ESTÚDIO).

2010

Em 2010, lançou o trabalho solo “Estudos, Peças e Arranjos” (RNO PRODUÇÃO MUSICAL), um disco que traz seis estudos, dois arranjos além de outras peças autorais em variados estilos entre eles frevo, choro, valsas, sendo quase todas inéditas e algumas compostas recentemente, lançou conjuntamente com um livro de partituras contendo todas as músicas do disco.

Em 2011, Nonato Luiz, gravou o DVD “Estudos, Peças e Arranjos” (RNO PRODUÇÃO MUSICAL), com base no CD do mesmo nome.

Em 2012, de 4 a 21 de janeiro integrou o corpo docente do “34º CIVEBRA – Curso Internacional de Verão de Brasília do Centro de Educação Profissional Escola de Música de Brasília”, realizado pela Secretaria de Educação e Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Gravou o DVD “Nonato Luiz Violão – Guitar 35 Anos” (RNO PRODUÇÃO MUSICAL), onde junto com seu público que lotou as dependências do Theatro José de Alencar em Fortaleza no estado do Ceará, comemorou em grande estilo seus 35 anos de carreira.

No palco, a presença de talentosos músicos e compositores amigos, que ao seu lado, interpretaram suas mais importantes composições. O repertório escolhido, foi fruto de uma pesquisa feita junto aos que conhecem sua obra. O trabalho recém-chegado ao mercado, contém ainda depoimentos de amigos, familiares e grandes nomes da música brasileira.

Como convidado especial, Nonato Luiz se apresentou no Cine Teatro Cuiabá, junto com a “Orquestra do estado do Mato Grosso”, sob a regência do maestro Leandro Carvalho, encerrando a “Temporada Oficial de Concertos de 2012” naquele estado. Na apresentação, o violonista apresentou suas composições e homenageou o Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Em 2013, Nonato Luiz se apresentou em janeiro no “Jubileu das Cordas”, a convite do violonista pernambucano Henrique Annes, que comemorava 50 anos de carreira.

O evento foi realizado no Teatro Boa Vista na cidade do Recife/PE e Nonato Luiz, foi um dos mais aplaudidos.

Ainda em janeiro, participou da homenagem a Luiz Gonzaga, no Anfiteatro Dragão do Mar, em Fortaleza/CE, ocasião em que foi gravado um DVD. participou do “1° Festival Fortaleza Instrumental” no Theatro José de Alencar, também em Fortaleza/CE. Em meados de abril do mesmo ano, fez participação especial na gravação do DVD de comemoração de 10 anos de carreira do pianista Felipe Adjafre.

No mesmo ano Nonato Luiz realizou brilhante concerto no “Espaço Brasil” em Lisboa dentro da programação do “Ano do Brasil em Portugal” onde foi muito aplaudido.

Em 2014, Nonato Luiz lança pela primeira vez um álbum com canções natalinas, com o título “Natal Feliz com Nonato Luiz” (CÓSMICA), com arranjos e adaptações para o violão, elaboradas pelo próprio violonista. Destaque para Ave Maria, Natal Feliz e Pequena Canção de Natal composições de sua autoria.

Em 2018, Nonato Luiz realizou uma turnê pela França e participou de um grande encontro com guitarristas da Europa em homenagem ao aniversário de 80 anos do amigo e parceiro Pedro Soler.

Anos 2020

Hoje, Nonato Luiz é um dos mais respeitados instrumentistas brasileiros no circuito europeu. Suas composições já foram gravadas por violonistas do Brasil, República Tcheca, Estados Unidos, Inglaterra, China, Argentina, Alemanha, Áustria e França, entre outros.

Um caderno de partitura de suas composições, intitulado “Suíte Sexta em Ré Para Guitarra”, foi publicado pela Henry Lemoine em Paris.

Nonato Luiz é um alquimista do som, mistura e destila elementos populares e clássicos diferentes – desde forró ao jazz, da bossa nova ao blues, do baião ao Barroco e ao Choro – mantendo-se fiel às suas raízes nordestinas.

Além de composições feitas individualmente ou em parceria com letristas como Abel Silva, Fausto Nilo, Sérgio Natureza e Capinam, Nonato Luiz também já se apresentou ou gravou ao lado de instrumentistas consagrados como Turíbio Santos, Darcy Villa Verde, Paco de Lucia, Pedro Soler, Radamés Gnattali, Tulio Mourão, Egberto Gismonti, Dominguinhos, além de artistas como Nara Leão, Fagner, Chico Buarque, Zélia Duncan, Ed Mota, Amelinha dentre outros. Além disso, tem suas peças gravadas pelos maiores violonistas da atualidade, como Shin-Ichi Fukuda (Japão), Gerhard Reichenbach (Alemanha), David Burgess (EUA), Ricardo Moyano (Argentina) entre outros.

Todo este percurso, traçado pelo violonista, projeta a imagem de um artista que alcançou seu patamar unicamente por meio de sua arte e seu carisma.

Sem nenhum auxílio governamental ou da mídia “massiva”, Nonato Luiz segue, com seu inseparável violão, carregando a bandeira da música brasileira e nordestina, ao mesmo tempo em que produz uma arte de dimensões universais.

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